Durante anos, muitos países europeus abasteceram enormes depósitos subterrâneos com munição capaz de permanecer operacional por décadas. Alguns projéteis armazenados na Finlândia estão há mais de 30 anos sem perder a eficácia. No entanto, as armas que redefinem os conflitos atuais operam com softwares, rádios e chips que mudam num ritmo muito mais próximo ao da eletrônica de consumo do que ao da artilharia tradicional. Essa diferença está forçando as forças armadas a confrontarem uma questão inesperada: como se preparar para futuras guerras em que a tecnologia militar envelhece quase tão rápido quanto um simples telefone celular.
Rearme na era dos drones
A defesa europeia se baseava em uma lógica relativamente simples, herdada da Guerra Fria: encher depósitos com munição, mísseis, minas ou projéteis de artilharia capazes de permanecer operacionais por décadas. Em países como a Finlândia, como já mencionamos, existem depósitos camuflados com enormes reservas de munição armazenadas há anos e que permanecem totalmente utilizáveis.
No entanto, a guerra na Ucrânia demonstrou que o campo de batalha do século XXI gira cada vez mais em torno de drones de baixo custo, softwares e guerra eletrônica, levando a OTAN e os governos europeus a repensarem seus investimentos. A próxima cúpula da aliança discutirá precisamente como redirecionar parte dos gastos militares de sistemas tradicionais (como tanques ou artilharia pesada) para tecnologias emergentes baseadas em drones, inteligência ...
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