A Nvidia apresentou nesta semana o DLSS 5 na GTC 2026 como o maior avanço gráfico dos videogames desde o ray tracing. A reação foi quase unânime: a comunidade de jogadores e até profissionais do setor o classificaram como um "filtro de IA slop". A rejeição foi tão forte e generalizada que a própria Nvidia precisou vir a público explicar como a tecnologia funciona e qual é, de fato, o controle que os desenvolvedores têm sobre essas melhorias visuais.
O que é o DLSS 5
A tecnologia DLSS nasceu em 2019 como um sistema de upscaling inteligente: a GPU renderiza o jogo em resolução mais baixa e a IA reconstrói cada frame até 4K com perda mínima de qualidade. A cada iteração (DLSS 3, 3.5, 4, 4.5), o objetivo permaneceu sendo o mesmo — mas o DLSS 5 agora rompe com essa lógica.
Segundo o próprio anúncio da Nvidia, trata-se agora de um modelo de renderização neuronal em tempo real que analisa os vetores de cor e movimento de cada frame e, a partir deles, gera iluminação e materiais com aparência fotorrealista. O sistema reconhece a semântica da cena (pele, cabelo, tecidos, metais) e aplica sua própria interpretação de como esses elementos deveriam se comportar sob uma iluminação física real.
Jensen Huang resumiu a ambição dessa nova fase com a frase: "Vinte e cinco anos depois de a NVIDIA inventar o shader programável, estamos reinventando os gráficos por computador."
O canal de youtube Digital Foundry, que teve acesso à tecnologia antes do anúncio (e que também recebeu críticas por sua...
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