Na Guerra do Vietnã, os Estados Unidos mobilizaram mais de 500 mil soldados no Sudeste Asiático e, mesmo assim, não conseguiram alcançar a vitória. Décadas depois, esse conflito, agora um erro histórico, permanece o exemplo clássico de como uma potência militar esmagadora pode se envolver em uma guerra que, no papel, parecia muito mais simples.
Guerra começa a mudar
A guerra entre os Estados Unidos e Israel contra o Irã entrou numa fase distinta porque dois movimentos estratégicos estão ocorrendo simultaneamente, e os satélites revelaram claramente seus destinos. Enquanto os Estados Unidos reforçam a região com unidades de fuzileiros navais capazes de desembarcar tropas rapidamente, dois dos principais navios americanos preparados para a desminagem no Golfo apareceram na Malásia, a milhares de quilômetros do Estreito de Ormuz.
A combinação é, no mínimo, estranha: se o objetivo imediato fosse reabrir o estreito por meio de uma operação naval convencional, esses navios, enviados do leste, deveriam estar lá. O contraste sugere que Washington está começando a aceitar que o problema não será resolvido apenas pelo mar e que o conflito pode evoluir para uma fase mais complexa e prolongada.
Ormuz: o gargalo perfeito
O estreito beneficia particularmente o Irã porque transforma uma vantagem tecnológica dos EUA em problema logístico. É, para usar uma expressão redundante, uma passagem estreita, cercada por um litoral hostil e saturada de ruído subaquático, o que dificulta a detecção de minas...
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