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Startup de chips Taalas levanta US$169 mi e diz ter chip para IA personalizável

19 fev 2026 - 13h17

A startup canadense de chips Taalas anunciou nesta quinta-feira que levantou US$169 milhões e que desenvolveu um chip capaz de executar aplicativos de inteligência artificial de forma mais rápida e econômica do que as abordagens convencionais.

O anúncio da Taalas chega semanas ⁠após o acordo da Nvidia para licenciar a propriedade intelectual ‌da startup de chips Groq por US$20 bilhões. Esse acordo reacendeu o interesse em uma série de startups e tecnologias ‌usadas para executar elementos específicos da ‌inferência de IA, o processo em que um modelo ⁠de IA responde às consultas dos usuários.

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A abordagem da Taalas ao design de chips envolve imprimir partes de um modelo de IA em uma parte do chip, produzindo efetivamente um microprocessador personalizado adequado para modelos específicos, como uma versão pequena do modelo Llama, ‌da Meta. O chip personalizado é combinado com a integração ‌de grandes quantidades de ⁠processadores de ⁠memória rápida chamada SRAM, o que torna a abordagem semelhante ao design da ⁠Groq.

Mas é o projeto ‌personalizado para cada modelo ‌que dá ao chip da Taalas sua vantagem, afirma a empresa.

"Essa conexão física é, em parte, o que nos dá a velocidade", disse o presidente-executivo, Ljubisa Bajic, à Reuters ⁠em entrevista.

A startup monta um chip quase completo, que tem cerca de 100 camadas, e então realiza a personalização final em duas das camadas, disse Bajic. A fabricante terceirizada TSMC, que a Taalas usa ‌para a produção dos chips, leva cerca de dois meses para concluir a fabricação de um microprocessador personalizado para um ⁠modelo específico, disse ele.

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Em comparação, são necessários cerca de seis meses para a produção de um processador de IA como o Blackwell, da Nvidia.

A Taalas disse que agora pode produzir chips capazes de executar modelos menos sofisticados e tem planos de criar um processador capaz de implantar um modelo de ponta, como o GPT 5.2, até o final deste ano.

A primeira geração de processadores da Groq utilizou uma abordagem pesada em SRAM para o design de seus chips, assim como outra startup, a Cerebras, que assinou um acordo de computação em nuvem em janeiro com a OpenAI.

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