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Já tínhamos visto de tudo na Ucrânia, mas isto é inédito: Rússia não está lançando drones, está lançando "Frankensteins"

Frankenstein não é apenas raridade da guerra na Ucrânia: é uma prévia perturbadora do futuro dos conflitos

14 fev 2026 - 08h44
(atualizado em 15/2/2026 às 08h29)
Foto: Xataka

Desde que os primeiros drones passaram de simples plataformas de vigilância a armas capazes de mudar o rumo de batalhas inteiras, a guerra na Ucrânia vem incorporando essas máquinas, sempre com um toque de necessidade e adaptação. Primeiro vieram os UAVs de reconhecimento, depois os drones armados, e em seguida os enxames e as munições de ataque de longo alcance.

Esta última colocou a guerra em uma nova fase.

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Drones com drones

A guerra na Ucrânia cruzou um limiar preocupante ao entrar de vez em sua fase Frankenstein, onde drones "costurados" a outros dão origem a criações improvisadas, porém altamente letais.

A Rússia começou a usar plataformas aéreas maiores como naves-mãe que transportam e lançam ataques FPV a grandes distâncias da linha de frente. A consequência é clara: a ideia de que os FPVs são armas táticas de curto alcance é desfeita e uma nova camada estratégica é inaugurada, baseada em híbridos montados com lógica de campo de batalha, e não tanto com lógica de laboratório.

Gerbera

Nesse cenário, surge um ator principal. O drone Gerbera, leve, rudimentar e barato, nasceu como uma simples isca para saturar as defesas durante ataques do tipo Shahed.

Com o tempo, passou a transportar pequenas cargas explosivas e agora foi adaptado para algo ainda mais perturbador: transportar um FPV suspenso e lançá-lo em pleno voo. Já existem fotos e vídeos divulgados no início de fevereiro que mostram essa evolução, não como experimento isolado, mas como padrão emergente.

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A lógica da ...

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