Pensávamos que a guerra no Irã se resumia a mísseis, até a Alemanha começar a contá-los: agora se trata do que acontecerá sem eles

Quando os mísseis falharem, não serão apenas as defesas que cairão; a última barreira invisível que contém vítimas humanas desmoronará

30 mar 2026 - 08h24
(atualizado às 10h18)
Foto: Xataka

Em conflitos modernos, um único interceptor antimíssil pode custar mais do que uma casa numa cidade grande, enquanto o drone que ele tenta abater pode ser fabricado pelo preço de um carro pequeno. Mesmo assim, em apenas alguns dias de combate moderno, exércitos inteiros podem consumir o equivalente a anos de produção industrial, revelando até que ponto a guerra moderna é travada tanto nas linhas de frente quanto nas fábricas.

Consumindo anos de arsenais de guerra em semanas

O conflito entre os Estados Unidos, Israel e Irã entrou numa fase de consumo acelerado de munição sem precedentes, na qual volumes de mísseis equivalentes a anos de produção foram usados em apenas alguns dias, especialmente para sistemas como o Tomahawk, o Patriot e o THAAD, que custam milhões e podem levar anos para serem substituídos.

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Essa dinâmica não apenas aumenta o custo econômico e a pressão política em Washington, como também expõe uma vulnerabilidade estrutural: as grandes potências simplesmente não estão preparadas para sustentar guerras prolongadas e de alta intensidade, especialmente quando precisam gerenciar simultaneamente compromissos globais contra rivais como a China e a Rússia.

Alerta da Rheinmetall

É nesse ponto que surge uma das vozes mais influentes sobre o tema dos arsenais. O alerta mais contundente vem do maior fabricante de armas da Europa, cujo CEO, Armin Papperger, afirmou em entrevista à CNBC que os arsenais de defesa aérea na Europa, nos Estados Unidos e no Oriente Médio estão ...

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