Fóssil no Egito pode mudar origem dos ancestrais humanos, diz estudo

Descoberta ocorreu na região do Sinai

26 mar 2026 - 17h47
(atualizado às 17h54)

Pesquisadores da Universidade de Mansoura apontaram que o Egito pode ter sido o berço dos ancestrais de todos os macacos e humanos modernos. A hipótese surgiu a partir da descoberta de um fóssil de 18 milhões de anos na região do Sinai.

Descoberta ocorreu na região do Sinai
Descoberta ocorreu na região do Sinai
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

Os estudiosos, liderados por Shorouq Al-Ashqar, afirmam que a descoberta pode transformar a compreensão sobre a evolução dos primeiros hominídeos, ancestrais comuns de humanos e outros primatas.

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"Essas novas evidências sugerem que os paleontólogos podem ter procurado os ancestrais dos hominídeos modernos no lugar errado", destacaram David Alba e Júlia Arias-Martorell, da Universidade de Barcelona, em comentário à revista Science.

A descoberta de fósseis de uma nova espécie, chamada Masripithecus, desafia hipóteses anteriormente aceitas sobre a origem dos primatas a partir dos quais diversos grupos de macacos divergiram, incluindo aqueles que, milhões de anos depois, deram origem a espécies como chimpanzés e orangotangos.

Até então, acreditava-se que os primeiros hominídeos teriam surgido na África Oriental, especialmente nas regiões entre Etiópia e Quênia. A nova descoberta, porém, sugere um cenário diferente, indicando que esses ancestrais podem ter surgido mais ao norte, no atual território egípcio.

O fóssil representa uma peça importante no quebra-cabeça da evolução humana e, segundo os autores do estudo, novas pesquisas no norte da África podem revelar evidências adicionais.

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Os especialistas ressaltam que as hipóteses anteriores foram limitadas por lacunas nas escavações, concentradas em poucas regiões, deixando vastas áreas ainda inexploradas. .

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