Nasa suspende projeto de estação espacial na Lua e mira base em solo

Objetivo é estabelecer presença humana duradoura no satélite

24 mar 2026 - 11h51

A Nasa vai suspender o projeto para a construção de uma estação espacial na órbita da Lua, a Gateway, para se concentrar em uma base destinada ao solo lunar.

    A mudança nos planos foi anunciada nesta terça-feira (24), durante um evento organizado pela agência espacial americana, que agora pretende priorizar o objetivo de estabelecer uma "presença humana duradoura" no satélite natural da Terra.

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    A nova diretriz está em linha com a política espacial defendida pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

    "Como parte dessa estratégia, a agência pretende suspender o projeto Gateway em seu formato atual e concentrar seus esforços em infraestruturas que permitam operações de superfície continuadas.", diz uma nota da Nasa.

    "Apesar dos desafios com alguns equipamentos existentes, a agência irá reaproveitar os dispositivos aplicáveis ;;e aproveitar os compromissos de parceiros internacionais para apoiar esses objetivos", acrescenta o comunicado.

    A Nasa também anunciou uma abordagem em fases para a construção de uma base lunar. Na primeira, o ritmo das atividades lunares será intensificado com o envio de veículos exploradores, instrumentos e demonstradores de tecnologia voltados a áreas como mobilidade, geração de energia, comunicações, navegação, operações de superfície e pesquisa científica.

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    Estão previstos até 30 pousos robóticos a partir de 2027 para acelerar a chegada de ciência e tecnologia à Lua.

    Na segunda fase, o foco será a criação das primeiras infraestruturas semi-habitáveis e a logística regular. Na terceira etapa, a Nasa fornecerá a infraestrutura mais substancial necessária para uma presença humana contínua na Lua, incluindo habitats multiuso desenvolvidos pela Agência Espacial Italiana (ASI).

    A agência americana ainda anunciou que, até 2028, pretende lançar o primeiro veículo espacial interplanetário de propulsão nuclear, o Space Reactor-1 Freedom, que levará drones para explorar a superfície de Marte.

    "A propulsão elétrica nuclear oferece uma capacidade extraordinária e eficiente de transporte de massa no espaço profundo e possibilita missões de alta potência além de Júpiter, onde os painéis solares são ineficazes", diz a Nasa. .

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