Próspera: o que uma cidade idealizada por CEO da OpenAI e outros bilionários tem a ver com o perdão de Donald Trump a ex-presidente de Honduras

Como um experimento de cidade privada apoiado por magnatas da tecnologia se tornou peça de disputa geopolítica — e parte da justificativa para o perdão de Donald Trump ao ex-presidente hondurenho Juan Orlando Hernández

8 dez 2025 - 19h39
(atualizado em 9/12/2025 às 18h24)
Foto: Xataka

O perdão concedido por Donald Trump ao ex-presidente de Honduras, Juan Orlando Hernández — condenado nos EUA por tráfico internacional de drogas — parecia, à primeira vista, mais um capítulo da longa lista de indultos controversos do ex-presidente dos EUA. Mas o caso vai além do gesto político em meio às eleições hondurenhas e das tensões ideológicas na região. O que emerge por trás do indulto é o interesse de uma rede de aliados de Trump, figuras do movimento MAGA e bilionários do Vale do Silício em um projeto específico: Próspera, a cidade privada construída na ilha de Roatán e considerada uma das iniciativas mais radicais do conceito de Network State.

Idealizada por investidores como Peter Thiel, por entusiastas da teoria das cidades autônomas como Balaji Srinivasan, e por nomes influentes do mundo da tecnologia — incluindo Sam Altman, CEO da OpenAI — Próspera é um experimento político, econômico e cultural. Um laboratório que desperta entusiasmo entre libertários e vigilância entre governos. E agora, um elemento inesperado no tabuleiro da política externa dos EUA.

Publicidade

O que é Próspera?

Próspera nasceu dentro das chamadas Zonas de Emprego e Desenvolvimento Econômico (ZEDEs), criadas durante a presidência de Juan Orlando Hernández como áreas semiautônomas, onde investidores poderiam definir suas próprias regras fiscais, trabalhistas e regulatórias. Inspiradas em conceitos de "charter cities", essas zonas foram vendidas como um ambiente de inovação extrema — e criticadas como um ...

Veja mais

Matérias relacionadas

Se você faz isso, pare agora: fabricante japonesa de vasos sanitários explica por que não se deve limpar o assento com papel higiênico

Publicidade

Com uma tela OLED ligada 60 horas por semana durante dois anos, a imagem se degradou de uma forma estranha

Fibra óptica: a tecnologia simples que está fazendo a Rússia vencer a guerra metro a metro

Iskander, o míssil que é o terror dos inimigos da Rússia: alta precisão, velocidade hipersônica, trajetória quase balística e com manobrabilidade em vôo, como se defender dele?

Mitos desfeitos: como era viver com síndrome de down na Idade Média? Estudos revelam e a verdade não é nada do que imaginávamos

TAGS
Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se