A China não está atrasada na corrida da robótica humanoide: ela chega com fábricas, fornecedores, engenheiros e software já amortizados — uma vantagem difícil de superar. A cadeia de suprimentos de um carro elétrico (sensores, motores, baterias, chips, algoritmos de percepção, etc.) se sobrepõe em mais de 60% à de um robô humanoide, segundo estimativas da CITIC Securities.
A XPeng, uma das fabricantes mais avançadas tecnologicamente do setor, também afirma que seu robô reutiliza 70% do mesmo software de IA usado em seus carros. Se esses números forem precisos, as fabricantes chinesas de veículos elétricos não são apenas aspirantes à robótica; elas são claramente líderes.
O panorama geral
Quinze marcas de automóveis chinesas anunciaram programas de robôs humanoides, de acordo com a empresa de análise Kaiyuan Securities. A China já fabrica 70% dos componentes para a robótica industrial "clássica", e o salto para os humanoides aproveita as mesmas fábricas, fornecedores e talentos que lhe conferiram uma posição de liderança em veículos elétricos.
O paralelo com o que a Tesla está fazendo com o Optimus é inevitável, mas a China está executando o projeto com dezenas de empresas simultaneamente, a uma velocidade que nenhuma empresa sozinha consegue acompanhar.
Nas entrelinhas
As apostas divergem tanto quanto as próprias empresas:
- A XPeng fundiu suas divisões de direção autônoma e cabine inteligente em um único centro de inteligência, de modo que o mesmo modelo de IA controle tanto o carro ...
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