Imagine acertar todos os números da Mega Sena e não receber o prêmio. É o que aconteceu com os usuários do site de apostas Kalshi. Fundada pela brasileira Luana Lopes Laura e o estadounidense Tarek Mansour, a plataforma é vendida como um "mercado de previsões" e permite que você faça uma aposta sobre qualquer coisa. Mesmo. As opções variam entre resultados de jogos esportivos, o resultado das eleições presidenciais dos Estados Unidos de 2028, e desastres naturais. Na última segunda-feira (02/03), milhares de pessoas apostaram que o aiatolá Ali Khamenei, morto no último domingo em um ataque dos Estados Unidos contra o Irã, deixaria o comando do país entre março e abril. Quando o resultado positivo saiu, a plataforma bloqueou mais de US$ 54 milhões apostados.
A vida de líderes internacionais em jogo
Essa não é a primeira vez que a vida de um político internacional é objeto de apostas em uma plataforma dos Estados Unidos. A plataforma de apostas Polymarket também opera da mesma maneira que a Kalshi e atraiu atenção para possíveis usos de informação privilegiada após um apostador anônimo faturar US$ 400 mil com a invasão da Venezuela e o rapto de Nikolas Maduro pelo exército dos Estados Unidos. O caso chamou tanta atenção que o congressista Richie Torres, de Nova Iorque, apresentou uma proposta de lei proibindo que funcionários do governo entrem em "mercados de previsões".
A aposta que todo mundo perde
Assim como a Kalshi, a invasão do Irã também movimentou a Polymarket. ...
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