No sábado (28/2), Estados Unidos e Israel lançaram uma ofensiva militar contra o Irã, atingindo alvos estratégicos em cidades como Teerã e Isfahan e inaugurando uma nova fase de instabilidade no Oriente Médio. A ação, justificada pelo risco associado ao programa nuclear iraniano, provocou retaliações quase imediatas, com o Irã disparando mísseis e intensificando ataques com drones de longo alcance.
Com isso, em poucos dias, o confronto evoluiu para uma guerra de desgaste com impactos militares e econômicos cada vez mais evidentes. O Irã passou a lançar ondas sucessivas de drones e mísseis contra bases americanas e infraestruturas estratégicas no Catar, Bahrein e Emirados Árabes Unidos. Em contrapartida, as defesas aéreas dos EUA e de seus aliados têm interceptado a maioria dos projéteis, mas a um custo bem alto.
Drones estimados em cerca de US$20 mil estão sendo abatidos por mísseis interceptadores que podem custar até US$4 milhões por unidade. A desproporção transforma cada ataque em uma equação financeira bem complexa, colocando no centro do conflito não apenas a capacidade militar, mas a resistência de estoques e orçamentos.
Um conflito que saiu da diplomacia e foi parar no limite da resistência militar
A ofensiva coordenada por EUA e Israel teve como justificativa o risco iminente ligado ao programa nuclear iraniano, após semanas de negociações sem avanços. Os ataques atingiram cidades como Teerã e Isfahan e tiveram como consequência imediata uma retaliação direta do Irã, ...
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