Para enfrentar o calor extremo, chineses estão resgatando uma prática de 650 anos: dormir abraçados a melões-de-inverno gigantes. A tradição, que remonta à Dinastia Ming, é eficaz porque o fruto é composto por mais de 95% de água e possui alta capacidade térmica. Ao entrar em contato direto com a pele, ele absorve o calor corporal e proporciona frescor temporário, já que sua superfície pode ficar até 5 °C abaixo da temperatura ambiente, servindo como um alívio natural para as noites quentes.
Durante uma onda de calor extremo na China, uma prática pouco convencional voltou a chamar atenção nas redes sociais: moradores estão dormindo abraçados com melões-de-inverno gigantes para tentar aliviar as altas temperaturas durante a noite.
Hábito faz parte da cultura chinesa há mais de 6 séculos
Apesar de parecer uma moda recente, o costume de utilizar melões gigantes para resfriar o corpo é antigo. Essa prática é associada à região de Lingnan e remonta a mais de 650 anos, ainda durante a dinastia Ming, que governou a China entre 1368 e 1644.
Composição do vegetal explica o porquê da prática em dias quentes
Por ser formado por mais de 95% de água, o melão-de-inverno consegue absorver o calor corporal no contato direto com a pele. Apesar disso, o efeito é localizado e temporário: ele retira calor principalmente da região do corpo que está em contato com sua superfície.
A água tem alta capacidade térmica, ou seja, consegue absorver uma grande quantidade de calor sem esquentar rapidamente. Por isso, como o melão é formado principalmente por água, ele consegue retirar parte do calor da pele e proporcionar uma sensação de frescor por algum tempo.
O próprio melão também pode apresentar uma temperatura superficial inferior à do ambiente. Segundo as informações divulgadas sobre a prática, a diferença pode chegar a 3 °C a 5 °C, dependendo das condições.
Melão virou "ar-condicionado" natural e faz parte da culinária chinesa
O melão-de-inverno é bem diferente dos tipos de melão mais ...
Matérias relacionadas