Falta de vitamina D e obesidade abdominal aumentam risco de morte em 123%, diz estudo

Pesquisa da UFSCar indica que o excesso de gordura na cintura reduz a disponibilidade da vitamina D no organismo, potencializando riscos à saúde após os 50 anos

20 ago 2026 - 12h46
(atualizado às 12h52)
Resumo
Estudo da UFSCar revela que a combinação de obesidade abdominal e deficiência de vitamina D aumenta em 123% o risco de morte em pessoas com mais de 50 anos, devido a impactos no metabolismo, sistema imunológico e inflamação crônica.

Uma pesquisa abrangente envolvendo mais de 5.500 adultos com mais de 50 anos fez um alerta: a combinação de obesidade abdominal e deficiência de vitamina D pode mais que dobrar o risco de morte.

Balança de peso
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A pesquisa, da Universidade Federal de São Carlos, revela que pessoas com ambas as condições enfrentam um risco de mortalidade 123% maior em comparação com aquelas sem esses problemas. Essa interação perigosa sugere que o excesso de gordura na região da barriga pode comprometer a disponibilidade da vitamina D no corpo, criando um ciclo prejudicial à saúde.

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Quais são os impactos isolados e combinados das duas condições?

A obesidade abdominal aumenta o risco de mortalidade em 47%, enquanto a deficiência vitamina D sozinha tem uma taxa de 91% risco de morte. A sobreposição das duas condições cria um impacto sinérgico no organismo de adultos com mais de 50 anos, elevando o risco de morte em 123%.

O levantamento foi realizado ao longo de seis anos, em colaboração com a University College London (UCL), no Reino Unido, e financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Os pesquisadores analisaram dados de 5.520 participantes inscritos no English Longitudinal Study of Ageing (ELSA).

No estudo, a deficiência de vitamina D foi caracterizada por níveis sanguíneos abaixo de 30 nmol/L. Já a obesidade abdominal foi definida como uma circunferência da cintura superior a 102 centímetros para homens e 88 centímetros para mulheres.

Como a gordura abdominal interfere na vitamina D?

A gordura acumulada na região abdominal sequestra a vitamina D circulante, armazenando o hormônio em células e impedindo sua liberação adequada na corrente sanguínea. Além disso, a obesidade reduz a expressão de enzimas essenciais para o metabolismo da vitamina D, comprometendo o funcionamento do sistema imunológico e exacerbando quadros inflamatórios.

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De acordo com Tiago Silva Alexandre, professor do Departamento de Gerontologia da UFSCar e coordenador do estudo, a falta de vitamina D livre no sangue impede que a substância atue como reguladora do sistema imune.

Em indivíduos com mais de 50 anos, esse cenário agrava o processo de inflamação crônica de baixo grau, conhecida como "inflamação do envelhecimento". Isso acelera o desenvolvimento de doenças cardiovasculares, disfunções metabólicas e a perda de massa muscular.

Quais outros problemas de saúde estão associados à falta de vitamina D?

A deficiência de vitamina D desencadeia uma reação em cadeia que compromete a força muscular, reduz a velocidade de caminhada e leva à perda de independência física nas atividades diárias. Outros trabalhos da equipe da UFSCar indicam ainda que níveis inadequados do hormônio estão associados ao aumento do risco de declínio cognitivo.

Por atuar em diversos órgãos, a vitamina D desempenha papéis na regulação da pressão arterial, da frequência cardíaca e do funcionamento dos sistemas nervoso central, imunológico e endócrino. Diante disso, monitorar os níveis vitamínicos e combater o acúmulo de gordura abdominal são estratégias essenciais para mitigar o risco de morte.

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Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial e editado pelo nosso time de jornalistas.
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