Malária: cientistas buscam vacina de maior eficácia e fazem testes em camundongos

Inibição química de enzimas de parasita impede avanço da infecção e abre nova frente de imunização em testes laboratoriais

20 ago 2026 - 13h22
(atualizado às 13h24)
Resumo
Cientistas da Universidade de Lisboa desenvolveram uma estratégia inovadora de vacinação contra a malária, utilizando inibidores enzimáticos para bloquear o desenvolvimento do parasita Plasmodium, que induziu imunidade protetora em camundongos.

Cientistas da Universidade de Lisboa anunciaram um promissor avanço na luta contra a malária, na revista "Science", em 13 de agosto. No estudo, eles induziram imunidade protetora em camundongos utilizando drogas que têm como alvo as proteínas do parasita Plasmodium.

Malária: drogas que miram proteínas PMIX/X induzem imunidade em estudo da Science
Malária: drogas que miram proteínas PMIX/X induzem imunidade em estudo da Science
Foto: Imagem: gerada por IA / Portal Terra / TerrAI

Embora duas vacinas infantis ofereçam proteção parcial da malária, persiste a necessidade médica de elevar a eficácia imunológica e expandir a proteção para outros grupos populacionais expostos ao risco de contágio. A nova pesquisa abre então caminhos para outro tipo de vacinação contra a doença.

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O que revela p novo estudo?

A estratégia de vacinação química utiliza medicamentos para interromper o desenvolvimento do parasita Plasmodium no estágio hepático ou no estágio sanguíneo inicial. O objetivo é impedir que os esporozoítos, que infectam o fígado sem causar sintomas, se transformem em merozoítos maduros, responsáveis por infectar as hemácias e desencadear a doença sintomática.

Qual é o papel das proteínas plasmepsina IX e X?

As proteínas plasmepsina IX e X (PMIX/X) atuam como alvos biológicos essenciais para o ciclo do Plasmodium. Ao aplicar substâncias que inibem quimicamente essas enzimas nos esporozoítos, os pesquisadores bloquearam o desenvolvimento do parasita antes da fase sintomática do sangue.

O bloqueio químico induziu uma resposta imunológica protetora nos modelos animais testados, demonstrando a viabilidade do uso de inibidores enzimáticos como método de imunização medicamentosa.

Texto gerado com ajuda de Inteligência Artificial e editado pelo nosso time de jornalistas.
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