Após 27 anos na "oficina", maior e mais fortemente armado navio de guerra do planeta está pronto: a questão que resta é quais são os planos da Rússia

Almirante Nakhimov parece ter superado a parte mais difícil de seu retorno

17 ago 2026 - 09h13
(atualizado às 09h46)
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Foto: Imagem | Wikimedia / Xataka

Por quase três décadas, o Almirante Nakhimov permaneceu fora de serviço enquanto sua modernização era repetidamente adiada, custos excedidos e planos alterados. Agora, após concluir uma rodada final de testes no mar, o gigantesco cruzador russo parece mais perto do que nunca de navegar novamente. Seu retorno devolveria a Moscou o maior e mais fortemente armado navio de guerra de superfície do mundo, mas também levantaria uma questão: como um colosso concebido durante a Guerra Fria se encaixa em uma nova era da guerra naval?

Gigante desapareceu do mapa por quase três décadas

Quando a União Soviética incorporou o Almirante Nakhimov à sua frota em 1988, o fez com a ambição de torná-lo um dos símbolos de seu poder naval. Contudo, apenas alguns anos depois, foi descomissionado para uma modernização que deveria ser relativamente breve.

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A realidade foi bem diferente: o navio passou 27 anos longe do mar enquanto o projeto acumulava atrasos, tornando-se um dos programas de renovação naval mais longos da história recente da Rússia.

Reforma acabou se tornando reconstrução

A passagem do tempo forçou uma completa reconsideração do projeto. Engenheiros e analistas russos afirmam que o Almirante Nakhimov foi praticamente reconstruído do zero, com a substituição de grande parte de seus equipamentos internos, novos sistemas de geração de energia elétrica, sensores, radares, comunicações, centros de comando e um sistema de combate completamente reformulado.

A complexidade técnica e o alto custo, ...

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