A relatividade geral de Albert Einstein é, sem dúvida, uma das construções intelectuais mais formidáveis da história. Ela nos permitiu prever tudo, desde ondas gravitacionais até a existência de buracos negros, mas a matemática que a sustenta é tão complexa que os físicos muitas vezes precisam recorrer a "truques" analíticos para fazer as equações funcionarem, simplificando os cenários.
Problema com solução
Até agora, sabíamos como descrever matematicamente um buraco negro em rotação e também sabíamos como descrever um universo em expansão. O que parecia impossível por quase 90 anos era unir ambos em uma única métrica precisa. Algo que foi resolvido graças a um pesquisador espanhol.
Elo perdido
Este marco foi alcançado por Alejandro Peña Peña, pesquisador da Universidade Autônoma de Madri (UAM), e seu trabalho acaba de ser publicado na prestigiosa revista Physics Letters B. O que Peña realizou é algo que os astrofísicos vêm buscando há décadas: uma solução exata para as equações de Einstein para uma massa em rotação imersa em um universo em expansão.
Conquista
Para entender a magnitude dessa conquista, precisamos olhar para trás, já que em 1963, o matemático Roy Kerr encontrou a solução para um buraco negro em rotação, mas ele assumiu que o universo ao seu redor era estático e vazio. Por outro lado, tínhamos o modelo FLRW, que descreve a expansão cosmológica em larga escala, e a métrica de McVittie, que conseguiu encaixar um buraco negro não rotativo em um universo em expansão.
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