Em uma operação conjunta internacional, a Unidade de Crimes Digitais da Microsoft, em colaboração com a Europol e autoridades do Reino Unido e da Alemanha, desmantelou a infraestrutura da RedVDS. A organização operava sob o modelo de "Cibercrime como Serviço" (CaaS), vendendo assinaturas para que criminosos comuns pudessem realizar ataques sofisticados sem precisar de conhecimento técnico avançado.
Ativa desde março de 2025, a RedVDS permitia que qualquer pessoa, pagando apenas US$ 24 por mês, tivesse acesso a máquinas virtuais descartáveis e ferramentas capazes de disparar milhões de e-mails de phishing diariamente. Estima-se que o grupo tenha facilitado fraudes que somam mais de US$ 40 milhões em prejuízos apenas nos Estados Unidos.
O perigoso modelo do Crimeware-as-a-Service (CaaS)
A ascensão de serviços como o da RedVDS transformou o crime digital em um mercado de commodities. Ao oferecer ferramentas prontas e suporte, essas plataformas permitem a democratização de ataques que antes eram restritos a hackers de elite.
- A RedVDS forneceu recursos para comprometer ilegalmente quase 200.000 organizações ao redor do mundo.
- A maioria dos ataques utilizava o Comprometimento de E-mail Comercial (BEC). Nesse golpe, os criminosos monitoram conversas confidenciais para se passar por entidades confiáveis no momento de um pagamento, desviando os fundos para contas maliciosas.
Impacto real: de tratamentos contra o câncer a reformas habitacionais
A Microsoft enfatizou que os crimes digitais...
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