O que realmente define um bom par de fones de ouvido? Durante anos, a resposta mais óbvia foi "qualidade de som". Hoje, porém, o mercado vende muito mais do que isso: cancelamento ativo de ruído avançado, design premium, integração com assistentes virtuais, apps cheios de ajustes, baterias gigantes e, claro, marcas que carregam status. Mas o que sobra quando tudo isso é retirado da equação e resta apenas o áudio?
Foi exatamente essa a pergunta que a Wired resolveu responder ao organizar um teste às cegas com seis dos fones over-ear mais celebrados do mercado. Sem ver modelos, sem tocar nos materiais e sem saber preços ou fabricantes, quatro profissionais de áudio — produtores, engenheiros de estúdio e compositores com experiência em gravações comerciais — ouviram apenas o som.
O experimento aconteceu em um estúdio profissional em Londres e reuniu pesos-pesados do setor: Isabel Gracefield, engenheira-chefe do RAK Studios; Ian Lambden, veterano da pós-produção de áudio; Steph Marziano, produtora que já trabalhou com Hayley Williams; e Mike Kintish, compositor premiado com colaborações em grandes nomes do pop. Todos ouviram exatamente a mesma música, "Blinding Lights", de The Weeknd, via Spotify Premium, com ANC ativado em todos os modelos.
Os fones testados formavam um verdadeiro "time dos sonhos": Sony WH-1000XM6, Bose QuietComfort Ultra, Apple AirPods Max, Bowers & Wilkins Px7 S3, Nothing Headphone (1) e Soundcore Space One Pro. Os preços variavam de cerca de US$ 200 a ...
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