À primeira vista, é apenas uma faixa de água entre o Irã e a Península Arábica, mas sua importância é imensa. O Estreito de Ormuz é um dos poucos lugares no planeta onde o comércio global depende literalmente de um corredor marítimo de apenas alguns quilômetros de largura. Todos os dias, dezenas de superpetroleiros e gigantescos navios porta-contentores cruzam o Estreito de Ormuz, ligando o Oriente Médio ao resto do planeta — uma coreografia constante que movimenta energia, matérias-primas e produtos essenciais em escala global.
Por isso, quando algo acontece ali, o efeito é sentido muito além do Golfo.
O gargalo mais perigoso do planeta
O Estreito de Ormuz é um dos pontos geográficos mais críticos do sistema econômico global e também um dos mais vulneráveis. Em seu ponto mais estreito, mal chega a 33 quilômetros de largura, e milhares de navios o atravessam todos os meses, conectando o Golfo Pérsico ao resto do mundo.
Cerca de um quinto do petróleo comercializado no mundo, grandes volumes de gás natural liquefeito e uma parcela essencial das matérias-primas industriais que sustentam a economia global passam por esse corredor marítimo. Mas sua importância vai além da energia: ele também é uma artéria fundamental para o comércio de fertilizantes e produtos químicos que, em última análise, têm um impacto direto na produção de alimentos. Quando essa rota é interrompida, não apenas os mercados de energia são afetados, mas toda a cadeia de suprimentos que conecta os campos agrícolas, ...
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