Enquanto o Ocidente entra em pânico com a possibilidade do petróleo ultrapassar a barreira dos US$ 100, uma calma inquietante reina em Pequim. O gigante asiático observa a crise com o distanciamento frio de quem já fez a lição de casa. Nos últimos meses, o mundo tem debatido o excesso de oferta de petróleo, mas o verdadeiro vencedor desta crise não está lançando mísseis; ele vem silenciosamente abastecendo seus tanques de armazenamento há anos.
A geopolítica global foi mergulhada em turbulência apenas algumas semanas antes da tão aguardada cúpula entre Donald Trump e Xi Jinping. Como relata o Nikkei Asia, os ataques aéreos coordenados dos EUA e de Israel (apelidados de "Operação Fúria Épica") culminaram no assassinato do Líder Supremo do Irã, o Aiatolá Ali Khamenei. A resposta de Teerã foi uma saraivada de mísseis e drones contra aliados dos EUA na região.
O impacto imediato foi sentido nas águas. O Estreito de Ormuz, por onde fluem 20 milhões de barris de petróleo diariamente (20% do suprimento mundial de petróleo), está efetivamente bloqueado. Conforme detalhado pela Bloomberg, as taxas para fretar um superpetroleiro na rota Oriente Médio-China dispararam 600%, chegando a US$ 200 mil por dia (ou 525 pontos Worldscale para um Suezmax). Além disso, a France 24 reporta que as seguradoras aumentaram os prêmios de seguro contra riscos de guerra entre 25% e 50%.
Como noticiado pela CNN, o petróleo Brent subiu até 6,5% nos estágios iniciais, atingindo US$ 82, impulsionado por temores...
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