Nem mísseis, nem drones: o conflito no Irã criou um exército de hackers sem fronteiras que os governos já não conseguem controlar

Relatório da Unit 42 aponta que 60 grupos hacktivistas passaram a explorar o conflito após ataques de EUA e Israel, ampliando os riscos cibernéticos para organizações em todo o mundo

11 mar 2026 - 17h48
(atualizado em 12/3/2026 às 14h27)
Foto: Xataka

O conflito no Irã não está sendo travado apenas nos céus, com drones e mísseis cruzando fronteiras: ele também está avançando no espaço cibernético. Segundo o mais recente Relatório de Ameaças da Unit 42, uma divisão de inteligência de ameaças e resposta a incidentes da Palo Alto Networks, uma das principais empresas globais de cibersegurança  que investiga ciberataques complexos, a guerra também passou a se desenrolar no ambiente digital.

De acordo com a análise da equipe, cerca de 60 grupos hacktivistas começaram a atuar simultaneamente no ciberespaço após o ataque militar iniciado em 28 de fevereiro de 2026, quando Estados Unidos e Israel lançaram ataques contra alvos iranianos. A reação veio em várias frentes, incluindo uma intensa campanha de ataques digitais conduzida por coletivos alinhados ao Irã e também por grupos pró-Rússia.

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Os ataques, no entanto, não são uma aliança diplomática formal entre governos. Na  verdade, o que está se estabelecendo é uma espécie de guerra cibernética por procuração, em que grupos independentes aproveitam a instabilidade política para lançar ataques digitais contra adversários estratégicos, sem que os governos sejam responsabilizados.

Ao mesmo tempo, um apagão massivo de internet, que reduziu a conectividade a níveis entre 1% e 4% no Irã, tornou a situação ainda mais imprevisível. Ao invés de paralisar as operações, a desconexão acabou estimulando uma dinâmica mais descentralizada de ataques, espalhando as ações por diferentes...

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