No auge da Crise dos Mísseis de Cuba, vários navios soviéticos que se dirigiam ao Caribe retornaram no último minuto ao detectarem o bloqueio naval dos EUA, evitando um confronto direto entre as superpotências por meras horas. Aquele momento demonstrou que, por vezes, o verdadeiro ponto de virada em uma crise não ocorre quando o conflito irrompe, mas sim quando alguém decide o que cruza (e o que não cruza) uma linha no mar.
Tiro não ouvido em décadas
O ataque do destróier americano USS Spruance contra o cargueiro iraniano há alguns dias marca um ponto de virada que vai muito além de um incidente tático, pois representa o primeiro uso efetivo de um canhão naval contra outra embarcação em quase 40 anos, uma prática que até então existia mais em manuais do que em operações reais.
Analistas da TWZ explicaram que o procedimento foi metódico, com avisos emitidos horas antes da desativação do motor para permitir o embarque, mas sua execução revela até que ponto a Marinha dos EUA está disposta a intensificar o uso da força para impor o bloqueio. Esses tipos de ações, que remetem às doutrinas da Guerra Fria, mostram uma mudança nas regras do jogo no Estreito de Ormuz, onde a dissuasão não é mais apenas verbal ou econômica, mas também física e visível (de fato, há imagens em vídeo da ação).
Navio cargueiro que não deveria ter passado
O Wall Street Journal noticiou que o navio interceptado, o MV Touska, não era um alvo qualquer, mas parte de uma rede logística ligada a sanções e com um ...
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