A Rússia lembrou ao mundo que a guerra na Ucrânia é uma bomba-relógio; e, para esse fim, acionou o botão nuclear: Oreshnik

Moscou não precisa detonar uma ogiva nuclear para reacender os temores fundamentais da Guerra Fria

12 jan 2026 - 11h30
(atualizado às 13h21)
Foto: Xataka

Nos últimos meses, a guerra na Ucrânia pareceu avançar por inércia: frentes praticamente imóveis, negociações estagnadas e um desgaste constante que ameaça normalizar o conflito na Europa. Mas, nas últimas semanas, Moscou lembrou a todos, sem precisar de grandes ganhos territoriais, que ainda possui a capacidade de alterar o cenário com um único gesto: o poder nuclear.

O botão que está sempre ali

Em uma guerra atolada na lama das linhas de frente e na exaustão industrial, a Rússia demonstrou mais uma vez que ainda possui uma bomba estratégica, apertando um botão que não precisa ser totalmente pressionado para surtir efeito: o míssil Oreshnik, um sistema de alcance intermediário com capacidade nuclear cujo uso, mesmo com ogivas inertes ou convencionais, funciona mais como uma mensagem política do que como uma arma tática.

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A detecção de um lançamento a partir do campo de testes estratégico de Kapustin Yar e as subsequentes explosões perto de Lviv, a poucos quilômetros da fronteira polonesa, não visam tanto a destruição de alvos críticos, mas sim sinalizar que Moscou pode intensificar suas ações quando e onde quiser, inclusive a partir de instalações associadas às suas forças nucleares estratégicas, rompendo deliberadamente com a rotina "convencional" do conflito.

Uma arma simbólica, uma ameaça real

Já discutimos isso antes: o Oreshnik, derivado do programa RS-26 e capaz de transportar múltiplas ogivas que se separam em voo, não é um míssil projetado para vencer batalhas na Ucrânia, ...

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