O Universo permanece, em grande parte, desconhecido. Não apenas por sua imensidão, mas também porque a pesquisa humana e as teorias subsequentes que explicam seu funcionamento continuam a exigir refinamentos e reformulações. Vimos isso ao calcular as distâncias entre os planetas do Sistema Solar, o tamanho de Júpiter ou como os sistemas planetários se formam.
Agora, uma equipe de pesquisa da Universidade de Toronto descobriu o candidato mais forte até o momento para uma "galáxia escura", algo que até então era considerado apenas uma possibilidade.
A candidata
O estudo apresenta a descoberta de CDG-2, uma sigla que significa literalmente Candidata a Galáxia Escura 2. Trata-se de um objeto a 300 milhões de anos-luz de distância, no aglomerado de Perseu, com uma característica particular: é quase inteiramente dominado por matéria escura, com um número mínimo de estrelas.
Assim, entre 99,94% e 99,98% de sua massa total seria matéria escura, e ela emite a luz de "apenas" seis milhões de sóis, em comparação com o brilho de dezenas de bilhões de sóis na Via Láctea.
Contexto
As galáxias são como as peças de Lego que compõem o universo, e todas elas contêm matéria escura. A matéria escura é cientificamente fascinante: é invisível, não emite nem reflete luz, mas sua influência gravitacional foi a estrutura sobre a qual as galáxias se formaram e é o que as mantém unidas hoje.
Na Via Láctea, estimativas sugerem que entre 65% e 90% da massa é composta de matéria escura, dependendo do modelo, mas...
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