A dona do Facebook e de aplicativos como WhatsApp e Instagram, Meta, anunciou nesta segunda-feira a iniciativa "Meta Compute" para montar uma infraestrutura de inteligência artificial que seja capaz de supervisionar o conjunto global de data centers da empresa e parcerias com fornecedores em busca pela chamada "superinteligência".
O presidente-executivo da Meta, Mark Zuckerberg, disse que a nova iniciativa será co-liderada pelo chefe de infraestrutura global da Meta, Santosh Janardhan, e Daniel Gross.
Janardhan continuará a gerenciar as bases técnicas e as operações de data center da Meta, enquanto Gross liderará um novo grupo dedicado ao planejamento estratégico de capacidade e parcerias comerciais, disse Zuckerberg.
Ambos colaborarão estreitamente com Dina Powell McCormick, que se juntou à Meta como presidente e vice-presidente do conselho de administração, disse Zuckerberg na rede social Threads.
A Meta está acelerando investimentos em IA de ponta e superinteligência, um marco teórico em que a capacidade das máquinas superam o raciocínio humano. Zuckerberg está investindo pesado para construir centros de dados para esses projetos, bem como a capacidade de energia elétrica para apoiá-los.
"A Meta está planejando construir dezenas de gigawatts (de capacidade de processamento de dados) nesta década e centenas de gigawatts ou mais ao longo do tempo", disse Zuckerberg no Threads.
De acordo com o novo plano, a enorme quantidade de poder de computação almejada consumirá tanta eletricidade quanto pequenas cidades ou até mesmo pequenos países.
A Meta tem enfrentado dificuldades na corrida de IA depois que o modelo Llama 4 teve uma recepção fraca. A companhia comprometeu-se a investir até US$72 bilhões em 2025.
Enquanto isso, as grandes empresas de tecnologia estão procurando garantir o fornecimento de eletricidade a longo prazo; Aplicações de IA e data centers estão aumentando a demanda por energia nos EUA pela primeira vez em duas décadas.
Com esse objetivo, a Meta fechou acordos de 20 anos para comprar energia de três usinas nucleares da Vistra, no centro dos Estados Unidos, e desenvolver projetos com duas empresas que esperam construir pequenos reatores modulares.