Há anos que apostamos em kefir e iogurtes ricos em proteínas: solução foi inventada em 874

Requer até quatro vezes mais leite do que o iogurte convencional e o seu rigoroso processo de coagem remove quase toda a lactose; Bastam dois ingredientes para oferecer o dobro da proteína de um iogurte normal; Com até 19 gramas de proteína por porção e sem gordura, alimento tradicional demonstra em ensaios clínicos poder de saciar e melhorar concentração cognitiva.

9 mar 2026 - 13h12
(atualizado às 19h09)
Foto: Xataka

Durante décadas, a bacia do Mediterrâneo deteve o monopólio absoluto da saúde nutricional. Eles nos convenceram de que o azeite, o trigo e os fermentados não ficavam atrás de nenhum outro produto. Na seção de laticínios, essa hegemonia se traduziu no reinado indiscutível do iogurte grego, um produto que passou de alimento tradicional a estrela do supermercado graças à sua textura cremosa e alta concentração de proteínas completas. No entanto, a ciência da nutrição voltou seus olhos para latitudes muito mais frias.

Hoje, o protagonista indiscutível das dietas saudáveis, recomendado tanto por nutricionistas esportivos quanto por pesquisadores do metabolismo, não vem de Atenas, mas da Islândia. Chama-se skyr e, embora sua aparência nos engane, está reescrevendo as regras do que consideramos um café da manhã perfeito. A olho nu, o skyr parece uma espécie de iogurte grego ultracremoso, mas tecnicamente não é um iogurte. Na realidade, é um queijo fresco batido e desnatado, feito por meio de um processo de dupla fermentação.

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Dos Vikings às prateleiras dos supermercados

A história deste produto começa com os primeiros assentamentos vikings na Islândia, por volta do ano 874. Os colonos noruegueses que chegaram à ilha depararam-se com um clima extremo e terras inóspitas. Nesse cenário, o skyr surgiu como uma verdadeira garantia de sobrevivência: um alimento ultraconcentrado em nutrientes que lhes permitia sobreviver aos invernos mais rigorosos, quando os recursos eram escassos.

O processo ...

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