O fato de estarmos constantemente presos às telas mudou nossa perspectiva sobre o que nos cerca — algo que já não surpreende ninguém a esta altura. Nesse processo, estamos reinventando certas convenções sociais, o que, para o bem ou para o mal, pode trazer conflitos. Um exemplo disso são as microinfidelidades.
O termo microinfidelidade, popularizado há quase uma década pela psicóloga Melanie Schilling, tem mais cara de história para assustar os mais velhos do que de patologia clínica. Ele se refere a qualquer ação realizada nas redes sociais que você não tenha intenção de comentar abertamente com seu parceiro ou parceira. Essa definição implica que a lista de possíveis microinfidelidades é tão extensa quanto você quiser que seja.
O problema é que aquilo que, para alguns, parece ser uma transgressão, para outros pode ser a coisa mais normal do mundo. Dar um like em uma foto, reagir com um emoji, rir de algo que alguém publicou no Twitter, conversar com ex... Ações aparentemente inofensivas em nosso ambiente atual que, no entanto, deram origem a toda uma indústria, alimentada pela menor das suspeitas.
Um negócio de 145 milhões de dólares
A psicologia aponta que, quando a curiosidade se transforma em obsessão, quando você começa a investigar e bisbilhotar o que outra pessoa fez, qualquer desculpa serve para encontrar um indício.
O problema é que entrar nessa dinâmica, como observou Luke Brunning, da Universidade de Leeds, cria "uma realidade assustadora", na qual qualquer ...
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