Contra todas as expectativas, a taxa de natalidade da Coreia do Sul vem apresentando uma tendência de alta há mais de 20 meses; temos duas questões principais

O país conseguiu reverter os índices de natalidade; a questão é: trata-se de uma mudança real ou de uma miragem?

7 ago 2026 - 16h04
(atualizado às 17h31)
Contra todas as expectativas, a taxa de natalidade da Coreia do Sul vem apresentando uma tendência de alta há mais de 20 meses. Temos duas questões principais.
Contra todas as expectativas, a taxa de natalidade da Coreia do Sul vem apresentando uma tendência de alta há mais de 20 meses. Temos duas questões principais.
Foto: Xataka

Superar uma crise na taxa de natalidade não é tarefa fácil. Japão, China, Rússia e muitas nações ocidentais sabem bem disso; há anos observam as taxas de natalidade caírem, as populações envelhecerem e a imigração surgir como a única tábua de salvação capaz de oferecer algum alívio.

Por uma ironia da história (ou talvez não), a Coreia do Sul — outrora uma das nações mais afetadas por essa crise de fertilidade — pode ter encontrado a chave para reverter a tendência. Dados recentes mostram que é preciso voltar a 2019 para encontrar um ano com um número maior de nascimentos.

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Essa mudança é particularmente evidente em Seul.

O que aconteceu?

Algo inimaginável até pouco tempo atrás: os relatórios demográficos da agência de estatísticas da Coreia do Sul estão se tornando motivo de comemoração, em vez de fonte de alarme nacional, como vinha ocorrendo nos últimos anos. Cada novo relatório traz notícias positivas sobre a taxa de natalidade.

Os números mais recentes foram divulgados há poucos dias, quando o governo coreano revelou que 23.160 bebês nasceram no país em maio, elevando o total de nascimentos registrados nos primeiros cinco meses do ano para 122.694.

Embora esses números, por si só, não tirem a Coreia do Sul de sua crise demográfica, eles são promissores e, acima de tudo, inspiram otimismo. O mês de maio passado registrou 13,6% mais nascimentos do que o mesmo período do ano anterior, marcando o vigésimo terceiro mês consecutivo de crescimento nas taxas de natalidade.

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E não é só ...

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