Todos nós já tivemos alguma vez um pesadelo ou um sonho tão real que nos deixou com uma sensação muito ruim ao despertar. Normalmente, atribuímos isso ao estresse, a uma má digestão ou àquele filme que vimos antes de dormir. No entanto, a neurociência investiga se isso, na verdade, está associado a um aviso que o corpo nos dá porque uma doença que gerará sintomas físicos está se aproximando.
Esse fenômeno é conhecido como "sonho prodrômico". Embora a ideia possa soar como ficção científica ou pseudociência, um estudo recente publicado em 2025 apresentou um modelo neurobiológico que explica como e por que isso acontece.
Como funciona
Para entender os sonhos prodrômicos, é preciso observar a fase REM do sono, que é justamente quando o cérebro não está "desligado" e é exatamente o momento em que os sonhos aparecem. Além disso, ele está realizando uma análise interna intensiva, processando o que se conhece como sinais interoceptivos, ou seja, a informação que chega sobre o estado de nossos órgãos e tecidos.
A partir desse momento, pode-se aplicar o modelo de McNamara, que se apoia na teoria da "codificação preditiva" do neurocientista Karl Friston. O que se propõe aqui, basicamente, é que o nosso cérebro funciona como uma máquina de prever, já que gera constantemente hipóteses sobre como o nosso corpo deveria estar ao compará-lo com um estado de saúde.
Dentro dessas hipóteses, se houver um desajuste sutil no organismo, como o início de uma infecção, é possível que o cérebro ...
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