Os pesquisadores são claros ao afirmar que o problema não é gostar de café, "mas sim precisar de cinco xícaras para funcionar"

O café oferece muitos benefícios para a saúde, mas deve ser consumido sempre com moderação

2 jul 2026 - 08h13
(atualizado às 15h19)
Os pesquisadores são claros ao afirmar que o problema não é gostar de café,
Os pesquisadores são claros ao afirmar que o problema não é gostar de café,
Foto: Xataka

É a primeira coisa que milhões de pessoas fazem ao acordar, o motor que dá partida no escritório, o companheiro nos turnos da noite e o combustível para os períodos de provas. Por muito tempo, o café esteve no centro do debate nutricional, frequentemente demonizado por seus efeitos estimulantes, mas isso está mudando aos poucos.

O problema

Como apontou recentemente a psicóloga María Ros, o verdadeiro elefante na sala não é a substância em si, já que o problema não é beber café, "mas sim precisar de cinco xícaras para funcionar". Assim, quando cruzamos a linha entre o prazer e a dependência absoluta para nos mantermos acordados, o foco deve se deslocar da cafeteira para o nosso estilo de vida.

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O limite de consumo

Para entender quando o café se torna um problema, precisamos primeiro estabelecer o que constitui um consumo seguro. As principais agências internacionais de saúde são praticamente unânimes nesse ponto.

Por exemplo, a EFSA (Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos) emitiu um parecer claro que agora serve como padrão: para adultos saudáveis (não grávidas), o consumo de até 400 miligramas de cafeína por dia não representa riscos à saúde.

Para colocar isso em perspectiva, um expresso contém cerca de 60 a 80 mg de cafeína, e uma xícara de café coado pode chegar a 100 a 150 mg. Ou seja, estamos falando de cerca de três ou quatro xícaras por dia. O órgão regulador dos EUA concorda com esses números e ressalta que os efeitos indesejáveis começam a surgir quando esse ...

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