É a primeira coisa que milhões de pessoas fazem ao acordar, o motor que dá partida no escritório, o companheiro nos turnos da noite e o combustível para os períodos de provas. Por muito tempo, o café esteve no centro do debate nutricional, frequentemente demonizado por seus efeitos estimulantes, mas isso está mudando aos poucos.
O problema
Como apontou recentemente a psicóloga María Ros, o verdadeiro elefante na sala não é a substância em si, já que o problema não é beber café, "mas sim precisar de cinco xícaras para funcionar". Assim, quando cruzamos a linha entre o prazer e a dependência absoluta para nos mantermos acordados, o foco deve se deslocar da cafeteira para o nosso estilo de vida.
O limite de consumo
Para entender quando o café se torna um problema, precisamos primeiro estabelecer o que constitui um consumo seguro. As principais agências internacionais de saúde são praticamente unânimes nesse ponto.
Por exemplo, a EFSA (Autoridade Europeia para a Segurança dos Alimentos) emitiu um parecer claro que agora serve como padrão: para adultos saudáveis (não grávidas), o consumo de até 400 miligramas de cafeína por dia não representa riscos à saúde.
Para colocar isso em perspectiva, um expresso contém cerca de 60 a 80 mg de cafeína, e uma xícara de café coado pode chegar a 100 a 150 mg. Ou seja, estamos falando de cerca de três ou quatro xícaras por dia. O órgão regulador dos EUA concorda com esses números e ressalta que os efeitos indesejáveis começam a surgir quando esse ...
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