Influenciador acusa fraudes científicas na China e provoca terremoto nas pesquisas do país

Quantidade em vez de qualidade

30 jun 2026 - 12h55
(atualizado às 15h40)
Estudo
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Foto: Unsplash/Dan Dimmock / Xataka

Um pesquisador que abandonou a carreira acadêmica tradicional para se tornar criador de conteúdo está abalando a comunidade científica chinesa. Com vídeos publicados nas redes sociais, Geng Hongwei, conhecido como "Classmate Geng", revelou supostas fraudes em estudos de algumas das universidades mais prestigiadas da China, desencadeando investigações, demissões e um amplo debate sobre a integridade da produção científica do país.

Vídeos apontaram manipulação de dados em pesquisas

O caso começou em abril de 2026, quando Geng analisou um estudo sobre câncer publicado na revista Nature por pesquisadores ligados à Universidade Tongji, em Xangai.

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Segundo ele, gráficos e conjuntos de dados apresentavam sinais claros de manipulação, incluindo sequências numéricas consideradas improváveis para experimentos científicos. O vídeo rapidamente viralizou, acumulando milhões de visualizações e chamando a atenção tanto da comunidade científica quanto das autoridades.

Depois disso, o influenciador passou a divulgar novos casos envolvendo outros pesquisadores renomados e instituições de ensino.

O site da Nature também postou a notícia, deixando claro os pontos do influenciador.

Investigações levaram à queda de dirigentes

As denúncias tiveram consequências concretas. Pelo menos três universidades chinesas abriram investigações internas após a repercussão dos vídeos:

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  • Universidade Tongji;
  • Universidade Nankai;
  • Universidade Sun Yat-sen.

As apurações identificaram irregularidades em pesquisas e resultaram...

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