O que acontece com o cérebro ao comer ovo cinco vezes por semana; entenda por que cientistas estão olhando para o alimento na investigação do Alzheimer

Um dos alimentos mais comuns da rotina apareceu ligado a menores taxas de Alzheimer em um estudo de longo prazo nos Estados Unidos

15 mai 2026 - 10h45
(atualizado às 18h15)
Ovos cozidos cortados ao meio
Ovos cozidos cortados ao meio
Foto: Unsplash / Xataka

O ovo passou décadas alternando entre vilão e aliado da saúde. Já foi acusado de aumentar colesterol, depois reabilitado como uma fonte importante de proteína e nutrientes essenciais. Agora, um novo estudo dos Estados Unidos trouxe ao alimento um possível efeito ligado ao cérebro e doenças degenerativas

Um estudo publicado no Journal of Nutrition chamou atenção ao encontrar uma associação entre o consumo frequente de ovos e uma incidência menor de Alzheimer. Entre quase 40 mil americanos acompanhados por mais de 15 anos, pessoas que comiam ovos cinco ou mais vezes por semana apresentaram um risco até 27% menor de desenvolver a doença.

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Nutriente presente no ovo tem ligação direta com produção de neurotransmissores

Entre todos os compostos presentes nos ovos, um dos que mais despertam interesse científico é a colina. O nutriente participa diretamente da produção de acetilcolina, um neurotransmissor essencial para processos de memória e aprendizado — áreas afetadas pelo Alzheimer.

O cérebro depende desse sistema químico para manter comunicação eficiente entre neurônios. Uma das características clássicas do Alzheimer é a deterioração progressiva dessas conexões.

Apesar disso, o corpo humano produz pouca colina naturalmente. Por isso, a maior parte dela precisa vir da alimentação — e o ovo é uma das melhores fontes do nutriente.

Além da colina, pesquisadores também observam possíveis efeitos indiretos relacionados a vitaminas do complexo B, antioxidantes e proteínas ...

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