Um estudo de pesquisadores de Harvard revelou que pilotos e comissários de bordo lideram a proporção de mortes por cânceres associados à radiação nos EUA, superando profissionais de usinas nucleares e hospitais. A análise de mais de 12 milhões de óbitos apontou que 6,9% das mortes de comissários e 6,7% das de pilotos decorrem dessas doenças, acima da média geral de 5%, com maior incidência de melanoma, leucemia e cânceres de mama, próstata e do sistema nervoso central.
Ao falar sobre profissões expostas à radiação, é comum imaginar pessoas que trabalham em usinas nucleares, hospitais ou laboratórios. Apesar disso, um novo estudo conduzido por pesquisadores de Harvard descobriu que pilotos e comissários de bordo apresentaram as maiores proporções de mortes por cânceres relacionados à radiação entre mais de 500 profissões analisadas nos Estados Unidos.
Comissários e pilotos aparecem no topo da lista
O trabalho publicado em 17 de agosto de 2026 no JAMA Internal Medicine foi liderado por Vishal R. Patel, da Harvard Medical School e do Brigham and Women's Hospital, com participação de Anupam Jena e Michael Liu. Os pesquisadores analisaram 12.710.517 mortes registradas nos EUA entre 2020 e 2024, distribuídas em 503 ocupações. Entre elas estavam 14.190 pilotos e 7.170 comissários de bordo.
A pesquisa encontrou taxas significativamente maiores entre pilotos e comissários para alguns tipos específicos de câncer, incluindo câncer de mama, sistema nervoso central, próstata e melanoma. Entre os pilotos, também foi observada uma taxa maior de mortes por leucemia.
Na análise, 6,9% das mortes entre comissários de bordo foram atribuídas a cânceres relacionados à radiação. Entre os pilotos, a proporção foi de 6,7%. Os números ficaram acima dos observados na população ocupada em geral, na qual esses cânceres representaram cerca de 5% das mortes.
Os pesquisadores também descobriram que os comissários tinham aproximadamente 50% mais chances de morrer ...
Matérias relacionadas