O cão-robô Go2, da empresa chinesa Unitree, ganhou destaque ao ser revelado que seu projeto é baseado em pesquisas financiadas pelo Exército dos Estados Unidos. Entre 2010 e 2020, as Forças Armadas norte-americanas custearam o programa RCTA, unindo universidades e laboratórios para criar robôs ágeis. Essa iniciativa impulsionou avanços históricos no setor, dando origem a modelos famosos como o Spot, da Boston Dynamics, e o Mini Cheetah, do MIT, que serviram de alicerce para a tecnologia chinesa.
Robôs passam por fases de popularidade. Há alguns anos, modelos como o Spot, da Boston Dynamics, eram os que roubavam a cena; no entanto, agora que os humanoides evoluíram para além de meros saltos mortais em laboratório — realizando manobras no mundo real, atendendo clientes em lojas e apertando parafusos em fábricas —, são eles que atraem mais atenção.
Ainda assim, pelo menos por alguns dias, os cães-robôs voltaram aos holofotes — especificamente, o modelo Go2 da Unitree. O motivo? Ele se baseia inteiramente em projetos financiados pelo Laboratório de Pesquisa do Exército dos EUA.
Mini Cheetah
A Reuters divulgou as descobertas, mas, antes de entrar nos detalhes, vamos voltar um pouco no tempo. 2019 foi um ano marcante: a Boston Dynamics lançou o Spot, e o Laboratório de Robótica do MIT apresentou avanços alcançados com o Mini Cheetah.
Se você acompanhou os desenvolvimentos da robótica nos últimos anos, provavelmente se lembra dos vídeos de demonstração do Mini Cheetah correndo e exibindo seu equilíbrio em testes — incluindo o salto mortal para trás.
Financiamento do Exército dos EUA
Tanto o Spot quanto o Mini Cheetah surgiram a partir de avanços obtidos com financiamento do Exército dos EUA. Entre 2010 e 2020, o Exército financiou a Robotics Collaborative Technology Alliance (RCTA), um programa que reuniu pesquisadores de várias universidades, empresas e laboratórios governamentais para desenvolver sistemas capazes de criar robôs ágeis, aptos a navegar em terrenos complexos.
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