Ela pode muito bem se tornar a mina de ouro definitiva do século XXI: a fusão nuclear como uma fonte de energia inesgotável e sustentável para o futuro. Além de resolver inúmeros problemas, ela poderia gerar uma riqueza imensa para os operadores das usinas, graças a matérias-primas relativamente baratas (tipicamente hidrogênio).
Uma startup está levando ao pé da letra a ideia de obter uma riqueza fabulosa por meio da fusão nuclear: ela planeja produzir ouro em reatores de fusão, gerando várias toneladas por ano sem comprometer a produção de eletricidade.
A alquimia medieval encontra a alta tecnologia futurista
Na Idade Média, os alquimistas sonhavam em criar ouro a partir de metais comuns — um processo então conhecido como transmutação. Embora o termo "transmutação" ainda exista hoje, ele agora se refere à transformação de elementos, particularmente no campo da física nuclear.
Como era de se esperar, eles nunca conseguiram criar ouro naquela época. Produzir ouro a partir de outras substâncias exige alterar núcleos atômicos — um feito que permaneceu fora do alcance da física, da química e da engenharia por milênios, até o advento da fissão nuclear e, mais recentemente, da fusão nuclear.
Cientistas do Grande Colisor de Hádrons (CERN) chegaram a transformar, acidentalmente, chumbo em ouro. Também nesse caso, as máquinas demonstraram um poder que teria sido considerado feitiçaria no século XIX: ao colidir átomos de chumbo com imensa força dentro de um acelerador de partículas de 27 ...
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