Apesar das consequências da pandemia da Covid-19 ainda se fazerem presentes no mundo, especialistas já emitem alerta para três vírus com potencial de crise. Fatores como aquecimento global, crescimento populacional e aumento da mobilidade internacional têm criado condições favoráveis para a disseminação de vírus e o surgimento de novas doenças infecciosas.
Em um artigo publicado pela revista The Conversation, o professor Patrick Jackson, da Universidade da Virgínia (EUA), aponta três patógenos que merecem atenção neste momento: o vírus Oropouche, a gripe aviária H5N1 e o Mpox.
Embora diferentes, todos têm algo em comum: ampliaram sua presença geográfica e se adaptaram a novas formas de transmissão.
Vírus Oropouche
Transmitido por pequenos mosquitos, o vírus Oropouche provoca sintomas semelhantes aos da gripe e foi identificado pela primeira vez na década de 1950 em Trinidade e Tobago, país caribenho.
Durante décadas, esteve restrito à região amazônica mas, desde os anos 2000, se espalhou por outras partes da América do Sul, América Central e Caribe.
De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), até agosto de 2025, o Brasil concentrava 90% dos casos registrados nas Américas, com ocorrências em 20 estados e cinco mortes confirmadas — quatro no Rio de Janeiro e uma no Espírito Santo.
Autoridades de saúde também relatam casos ligados a viajantes infectados na Europa. Pesquisadores investigam ainda a possibilidade de transmissão vertical — de mãe para filho...
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