Ciência comprova: o "novo cigarro" não são os celulares, e sim os ultraprocessados

A má composição de muitos ultraprocessados coloca em xeque nosso sistema cardiovascular

18 fev 2026 - 12h20
(atualizado em 19/2/2026 às 11h56)
Foto: Xataka

Há anos a ciência nos alerta que os ultraprocessados são um perigo pelos efeitos que têm sobre o nosso organismo. O que começou como uma suspeita sobre a qualidade nutricional agora se transformou em uma certeza estatística, já que os alimentos ultraprocessados não apenas engordam, como também afetam diretamente o sistema cardiovascular.

Um novo estudo realizado pela Florida Atlantic University (FAU) e publicado há poucos dias no The American Journal of Medicine colocou um dado alarmante sobre a mesa: o consumo elevado desses produtos está associado a um risco 47% maior de doenças cardiovasculares.

Publicidade

E não se trata de um estudo baseado em especulações: os autores analisaram os dados da Pesquisa Nacional de Exame de Saúde e Nutrição referentes ao período de 2021-2023, com uma amostra de 4.787 adultos estadunidenses.

A metodologia é robusta porque não se limitou a observar o que os participantes comem — os pesquisadores ajustaram os resultados levando em conta variáveis como idade, sexo, raça, nível de renda e, de forma crucial, o tabagismo.

Com tudo isso, e eliminando o efeito do cigarro e da condição socioeconômica da equação, o resultado foi que aqueles que consomem maiores quantidades de ultraprocessados têm quase 50% mais chances de desenvolver doenças do coração em comparação com quem consome menos.

Outros estudos dizem o mesmo

Se esse estudo fosse o único, poderíamos ser céticos. O problema é que se trata de mais um entre muitos, já que a pesquisa da FAU vem confirmar uma ...

Publicidade

Veja mais

Matérias relacionadas

Esqueça a Área 51: Barack Obama quebra o maior tabu do governo dos EUA e diz que extraterrestres são reais

Não é a Covid: cientistas emitem alerta sobre 3 vírus silenciosos que já estão entre nós e ameaçam 2026

Um novo tipo de motor de plasma desenvolvido na Rússia: velocidade de ejeção de 360 mil km/h

Não foi por inovação, foi por preguiça: a origem 'bizarra' da tecnologia que mudou a TV e que usamos todos os dias

Durante anos, a ciência procurou, sem sucesso, uma alternativa aos ratos de laboratório; até que descobriu as mariposas

Fique por dentro das principais notícias
Ativar notificações