Segundo a NOAA, os Estados Unidos registraram em 2026 o verão mais quente em 132 anos de medições, com média de 23,6ºC entre junho e agosto, superando as marcas de 1936 e 2021. Quatro dos cinco verões mais quentes da história americana ocorreram no último quinquênio, reflexo do aquecimento global por combustíveis fósseis. O recorde, impulsionado por um El Niño severo, também contou com os meses de julho e agosto mais quentes já vistos, e 2026 pode se consolidar como o ano mais quente já registrado.
Foram três meses de calor persistente, poucos dias de trégua e um recorde que não chega como surpresa. Os Estados Unidos viveram, em 2026, o verão mais quente desde que os registros meteorológicos começaram, há 132 anos, informou nesta quarta-feira, 9, a agência climática do país.
O verão meteorológico, compreendido entre junho e agosto, atingiu temperatura média de 23,6ºC, superando os recordes anteriores de 1936 e 2021 em 0,2ºC, segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (NOAA). Os dados não incluem o Havaí nem o Alasca.
Leia também:
Quatro dos cinco verões mais quentes já registrados nos Estados Unidos ocorreram nos últimos cinco anos, com 2022 e 2024 ocupando, respectivamente, a quarta e a quinta posições do ranking. A tendência reflete recordes sucessivos impulsionados majoritariamente pelo aquecimento global decorrente da queima de combustíveis fósseis.
A NOAA já havia informado, semanas atrás, que julho de 2026 havia sido o mês mais quente já registrado no país.
"Já é hora de parar de agir surpresos com o fato de que nosso planeta, em aquecimento, segue esquentando", disse à AFP Andrew Dessler, cientista climático da Universidade do Texas A&M.
O mês de agosto também entrou para a história: foi o mais quente desde o início das medições, em 1895, com temperatura média de 24,2ºC. Na maior parte do país, os termômetros marcaram valores acima da média ou muito acima da média. Só nas planícies do norte e em áreas do meio-oeste as condições permaneceram próximas do normal, segundo a NOAA.
O recorde ocorre em meio ao fenômeno El Niño, que deve ser o mais intenso em décadas e já começou a desencadear eventos climáticos extremos ao redor do mundo.
A previsão é de que ele provoque temperaturas recordes em 2027, mas também pode contribuir para que 2026 se torne o ano mais quente já registrado, superando 2024. / Com informações da AFP