Em 1984, a NASA enviou 3.301 abelhas ao espaço para ver do que eram capazes; sete dias depois, elas fizeram uma megaconstrução

A poucos metros dos astronautas, milhares de abelhas provaram que podiam abrir mão da gravidade

9 set 2026 - 16h34
(atualizado em 10/9/2026 às 14h40)
Resumo
Em abril de 1984, a missão STS-41C da NASA levou 3.301 abelhas operárias e uma rainha ao espaço a bordo do ônibus espacial Challenger. O objetivo do experimento, que durou sete dias em microgravidade, era avaliar se os insetos conseguiriam se organizar e erguer seus favos hexagonais sem a referência da gravidade terrestre. Apesar do início conturbado marcado pela desorientação no voo e colisões, a capacidade de adaptação e a construção realizada pelas abelhas surpreenderam os cientistas.
Reprodução
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Foto: Xataka

Em abril de 1984, enquanto cinco astronautas do Challenger se preparavam para fazer o primeiro conserto de um satélite em órbita, passageiros minúsculos realizavam seu próprio experimento. Ao todo, 3.301 abelhas viajaram durante sete dias em microgravidade para testar se conseguiriam organizar uma colmeia e, acima de tudo, erguer seus característicos favos sem a principal referência que sempre tiveram na Terra: a gravidade.

O início da jornada foi bastante conturbado, mas o desfecho acabou surpreendendo até os cientistas mais experientes.

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3.301 abelhas no espaço

O experimento viajou na missão STS-41C, que decolou em 6 de abril de 1984 e permaneceu quase uma semana em órbita — exatamente 6 dias, 23 horas e 40 minutos. Dentro da espaçonave, as 3.301 operárias viajavam alojadas ao lado de uma rainha em um módulo especialmente desenvolvido para mantê-las vivas durante a missão.

A dúvida levantada pelo estudante norte-americano Dan Poskevich era simples, mas impossível de responder no chão: os insetos conseguiriam construir um favo sem gravidade? E, caso conseguissem, manteriam a típica estrutura hexagonal fabricada na Terra?

Desorientação inicial e colisões em série

As abelhas sobreviveram sem traumas ao lançamento, mas a locomoção em ambiente de microgravidade gerou um desafio imediato. Nas primeiras observações, várias tentavam voar e acabavam batendo direto contra as paredes do compartimento. Sem o puxão gravitacional que determina onde é em cima e embaixo, elas ...

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