Em 1997, o médico e pesquisador japonês Makoto Kuro-o cometeu um erro no laboratório onde realizava seus experimentos. Ele estava tentando criar camundongos com hipertensão quando o material genético que manipulava se inseriu no lugar errado e alterou um gene desconhecido. Os camundongos resultantes envelheceram em uma velocidade impressionante: em apenas dois meses, já apresentavam arteriosclerose, osteoporose, deterioração cognitiva e pele enrugada. O normal é que um camundongo viva quase três anos, mas aqueles animais viveram muito menos.
Após quatro anos investigando o que tinha dado errado, Kuro-o identificou o gene responsável e publicou sua descoberta na Nature. Ele o chamou de klotho, em homenagem a Cloto, uma das três moiras na mitologia grega, responsável por tecer o fio da vida. Ele havia descoberto, por acidente, um dos supressores do envelhecimento mais potentes conhecidos.
A proteína klotho existe em duas versões. Uma está ancorada na membrana das células do rim e do cérebro. A outra é um fragmento que se desprende da membrana, entra na corrente sanguínea e viaja por todo o organismo, atuando como um sinal de saúde sistêmica. O problema é que seus níveis caem de forma constante com a idade, tanto em humanos quanto em todos os primatas já estudados. O interessante é que isso não parece uma coincidência biológica: trata-se de um mecanismo que tem consequências diretas sobre o nosso envelhecimento.
Uma arma muito poderosa contra o envelhecimento
O experimento mais ...
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