Um dos mantras mais repetidos no campo da saúde está relacionado à necessidade de dormir pelo menos oito horas todas as noites. Uma meta que foi bastante estudada, assim como as consequências de não cumpri-la. Mas, agora, vemos que a regularidade do sono é um indicador de saúde a longo prazo muito mais forte do que a simples duração.
Embora tenhamos "glorificado" o quanto se deve dormir, a realidade é que o mais importante é manter uma boa constância, como acontece com muitos outros processos.
O consenso científico sobre essa mudança de paradigma vem ganhando força e a última grande evidência foi publicada pela National Sleep Foundation, com um artigo que aponta essa regularidade como um dos componentes mais negligenciados dos nossos hábitos noturnos.
O fator chave é o relógio interno, já que devemos lembrar que o horário de acordar e a exposição precoce à luz natural são o que ativa nosso sistema interno por meio da liberação de cortisol. Dessa forma, ao manter uma referência constante, conseguimos regularizar processos biológicos críticos, desde a secreção hormonal até a temperatura corporal.
E quem não consegue?
Dormir e acordar sempre em horários diferentes cobra seu preço. Um exemplo clássico é o fim de semana, quando vamos dormir mais tarde e acordamos duas ou três horas depois do habitual — e, provavelmente, a sensação ao despertar é de cansaço. Isso é o que já se conhece como "jet lag social" ou "jet lag de segunda-feira", responsável por aquela névoa mental, falta de...
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