No final da década de 1980, durante a chamada "guerra dos petroleiros", os Estados Unidos escoltaram embarcações civis no Golfo Pérsico sob bandeiras trocadas às pressas, numa operação tão delicada que qualquer erro poderia ter desencadeado um conflito direto entre as superpotências. Mesmo assim, a mera passagem de cada navio tornou-se um procedimento quase cirúrgico.
Um estreito bloqueado paralisa metade do planeta
Desde o início da guerra no Irã, o Estreito de Ormuz tornou-se um gargalo crítico para a economia global. Estima-se que atualmente existam cerca de 1.000 navios presos desde o início do conflito, e cerca de 20 mil marinheiros permanecem a bordo com suprimentos cada vez mais limitados.
Não só isso. O bloqueio imposto pelo Irã após o início da guerra com os Estados Unidos e Israel reduziu o tráfego a níveis mínimos e pressionou os mercados de energia. A situação é tal que analistas alertam para um possível ponto de ruptura se a situação persistir, visto que um quinto do petróleo mundial normalmente passa por essa hidrovia.
O Plano dos EUA
Nesse cenário, Washington lançou o chamado "Project Freedom", com uma ideia tão direta quanto arriscada: libertar os navios presos, guiando-os um a um para fora do estreito, por meio da coordenação entre países, seguradoras e operadores logísticos.
Contudo, após o anúncio, ficou claro que a chave do plano reside no que ele não inclui, o que se tornou sua maior "surpresa": não haverá, de fato, escoltas navais tradicionais acompanhando ...
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