Se você tem mais de 30 anos, provavelmente aprendeu na escola que há nove planetas que giram ao redor do Sol. Depois, descobriu que eram oito, porque Plutão foi rebaixado e passou a ser considerado um planeta anão. E agora vem outra novidade: Júpiter não gira ao redor do Sol. Às vezes, nem mesmo a Terra faz isso. Fomos enganados — ou, melhor dizendo, tudo nos foi explicado de forma bastante simplificada.
Fala-se muito da atração gravitacional que objetos grandes exercem sobre os menores: o Sol sobre a Terra, a Terra sobre a Lua, a Terra sobre nós, etc. No entanto, os objetos menores também exercem certa força gravitacional sobre os maiores. É algo muito pequeno, às vezes imperceptível, mas está lá. Por isso, embora seja o Sol que domine os planetas do Sistema Solar, cada um deles também o puxa um pouco. Isso faz com que o ponto em torno do qual todos giram não esteja exatamente no centro do Sol, mas em um ponto ligeiramente deslocado, conhecido como baricentro.
Vamos começar do começo. Todos os objetos têm um centro de massa. Em termos gerais, trata-se do ponto onde supomos que toda a sua massa está concentrada. Isso não significa que toda a massa esteja ali, mas, na prática, para efeitos de cálculo, considera-se que é nesse ponto que ela se concentra. Pela forma como as forças externas interagem com o objeto, é justamente no centro de massa que ele se mantém melhor em equilíbrio.
Por exemplo, em um objeto alongado e de massa homogênea, como uma régua, o centro de massa será ...
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