China e Trump criticam apelos de líderes de big techs por cautela no avanço da IA

País apontou que posicionamento das gigantes americanas é 'alarmismo'

14 set 2026 - 12h43
(atualizado às 14h33)
Resumo
China e Donald Trump rejeitaram os apelos de líderes de big techs para desacelerar o avanço da inteligência artificial. Pequim classificou as advertências como alarmistas em meio à rivalidade tecnológica global, enquanto Trump afirmou que freios prejudicam a liderança americana frente a outros países. Em contrapartida, o primeiro-ministro do Canadá defendeu a criação de um comitê global de supervisão para assegurar a estabilidade e a segurança no desenvolvimento da IA.

O governo chinês criticou nesta segunda-feira (14) os apelos de alguns líderes americanos do setor de inteligência artificial para reduzir o ritmo de desenvolvimento da tecnologia diante dos riscos associados ao avanço acelerado.

País apontou que posicionamento das gigantes americanas é 'alarmismo'
País apontou que posicionamento das gigantes americanas é 'alarmismo'
Foto: ANSA / Ansa - Brasil

O posicionamento de Pequim, comunicado pelo porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Guo Jiakun, contraria declarações recentes de Dario Amodei, da Anthropic; Sam Altman, da OpenAI; e Elon Musk, da SpaceX.

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"Alarmismo, confronto e competição só irão prejudicar o processo de governança global da IA", destacou o representante do governo chinês.

O ministro da Segurança do país, Chen Yixin, publicou um artigo defendendo esforços acelerados para prevenir e controlar os riscos de segurança relacionados à IA.

O político avaliou que o setor de inteligência artificial se tornou "o principal campo de batalha da competição tecnológica global e uma nova arena de rivalidade estratégica entre as grandes potências". Segundo ele, o desenvolvimento "saudável e ordenado" da tecnologia é essencial.

"Forças hostis estariam fabricando rumores políticos e disseminando informações prejudiciais. Elas estão lançando guerras de opinião pública e guerras cognitivas contra a China, ameaçando diretamente nossa segurança política, institucional e ideológica", alertou o ministro.

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Nas redes sociais, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o "único freio ou 'barreira' de que a IA precisa é um presidente forte e inteligente". Em referência a si próprio, acrescentou que Washington "tem um".

"O governo Trump impediu que certos 'personagens' da IA se envolvessem em ações prejudiciais ou potencialmente prejudiciais, como Dario Amodei, da Anthropic, que finge ser um 'anjinho perfeito', e continuaremos a fazer isso. Existe uma conspiração doentia contra a IA e os data centers, e o único país que se alegra com isso é a China", comentou.

O mandatário ainda mencionou que a "única razão pela qual o 'boom' da IA e dos data centers está acontecendo é porque os EUA estão muito à frente de todos os outros países"; além disso, pediu para que "não matem a galinha dos ovos de ouro".

Já o primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, defendeu a criação de um órgão global de "estabilidade tecnológica" para ajudar a supervisionar a IA e garantir sua segurança.

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"É necessária coordenação. Em última análise, em nossa opinião, faria sentido estabelecer um comitê de estabilidade tecnológica, nos moldes do Conselho de Estabilidade Financeira", afirmou o chefe de governo em entrevista à Bloomberg. .

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