A criopreservação humana cresce no mundo com a expectativa de ultrapassar 650 pessoas preservadas até 2026, incluindo casos na Austrália e Coreia do Sul. O processo experimental resfria o corpo logo após o óbito a -196 °C em nitrogênio líquido, substituindo o sangue por soluções anticongelantes para evitar danos celulares. A aposta de quem adere à técnica é que, em cerca de 250 anos, tecnologias médicas futuristas possam reverter a morte e trazer esses indivíduos de volta à vida.
E se a morte não fosse necessariamente o ponto final, mas apenas o momento em que começa uma espera de séculos? É essa aposta que leva algumas pessoas a entregar seus corpos a tanques de nitrogênio líquido depois da morte, na esperança de que, um dia, a medicina consiga fazer o que hoje ainda não consegue: trazer os mortos de volta à vida.
Em 2026, espera-se que mais de 650 pessoas já estejam criogenicamente preservadas no mundo, enquanto outras milhares aguardam para passar pelo procedimento. Na Austrália, sete corpos permanecem armazenados a -196 °C pela Southern Cryonics; na Coreia do Sul, três pessoas também escolheram ser congeladas. A expectativa é que, daqui a 250 anos, uma tecnologia ainda inexistente possa finalmente dar uma segunda chance a esses corpos.
Corpos são resfriados logo após a morte e mantidos a -196 °C
A criopreservação humana é uma técnica experimental que busca conservar um corpo humano em temperaturas extremamente baixas após a morte, na tentativa de evitar sua deterioração enquanto se espera por possíveis avanços da medicina. A ideia não é congelar o corpo da forma que conhecemos, já que a formação de cristais de gelo pode danificar as células.
É justamente para tentar reduzir esse tipo de dano que o processo precisa começar o mais rapidamente possível após a morte. O corpo é resfriado e bolsas de gelo são colocadas ao redor da cabeça, enquanto uma solução crioprotetora semelhante ao anticongelante substitui o sangue. Essas substâncias ...
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