Apesar dos avanços tecnológicos como internet e inteligência artificial transformarem o cotidiano humano, a evolução biológica não acompanha esse ritmo acelerado. Historicamente, mutações genéticas drásticas decorreram de pressões de sobrevivência, como a perda de pelos para caçar no calor. O artigo questiona se a humanidade parou de evoluir geneticamente diante das facilidades modernas, contrastando a rápida revolução tecnológica com o lento e complexo processo de seleção natural dos genes.
A ciência nos demonstrou que, durante nosso processo de evolução, nossos genes promoveram mudanças bastante drásticas em nossos corpos, as quais resultaram em mudanças substanciais na biologia.
Foi demonstrado, por exemplo, que perder a cauda propiciou gestações mais longas e partos mais complexos, e que caçar em climas quentes fez com que uma mutação que priorizasse a regulação da temperatura pelo suor em vez de pelos nos encaminhasse nessa direção. Mas onde estão essas evoluções agora? Será que realmente paramos de evoluir?
Vivemos em uma época na qual as constantes mudanças proporcionadas pela tecnologia garantem ter mudado nossas vidas e, longe de ser um exagero, é fácil perceber até que ponto isso aconteceu. Pensem nos avanços da medicina, em como a agricultura se transformou, no salto qualitativo que nossos sistemas de transporte representam para o acesso constante a bens e em como a internet, especialmente, contribuiu para que todos esses processos crescessem nos últimos anos.
Por que os humanos não evoluem no ritmo da tecnologia
As dúvidas em relação a essa relação de causa e efeito levaram à formulação de teorias que associam essa perda de pelos no corpo à invenção das roupas, mas, sem fósseis que possam comprová-la, é difícil comprovar — a teoria mais difundida é a de que aqueles que não tinham pelos tinham mais facilidade em continuar correndo atrás de suas presas, enquanto os humanos com pelos foram sucumbindo ao calor.
Ou seja, de uma forma ou de outra, não ...
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