Hoje, associamos a produção de energia marinha a enormes plataformas flutuantes capazes de suportar condições extremas, turbinas do tamanho de edifícios e projetos que custam centenas de milhões de euros, reservados para grandes corporações e organizações públicas.
Mas, há uma década, uma estudante americana de 15 anos demonstrou que também era possível olhar na direção oposta: tornar a tecnologia menor, mais simples e significativamente mais barata.
Seu nome é Hannah Herbst, e sua invenção se chamava "BEACON" (Bringing Electricity Access to Countries through Ocean Energy): um pequeno gerador hidrocinético construído com um tubo de PVC, uma hélice impressa em 3D e componentes que custavam apenas US$ 12 (cerca de R$ 61). Não era capaz de abastecer uma cidade, mas podia acender LEDs ou fornecer energia para pequenos sistemas de dessalinização de água.
Porém, com o passar dos anos, aquele projeto do ensino médio faz cada vez mais sentido, já que a corrida para aproveitar a energia oceânica está se voltando justamente nessa direção: pequenos dispositivos autônomos capazes de fornecer energia em locais onde a instalação de uma rede elétrica convencional é inviável.
A força de uma corrente de água pode ser muito maior do que parece
O funcionamento do BEACON baseia-se numa ideia relativamente simples: aproveitar a energia cinética da água em movimento sem a necessidade de construir barragens ou alterar o curso natural do meio ambiente. O segredo reside na própria natureza do oceano: a ...
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