Aos 15 anos, ela construiu um gerador com um cano de PVC e 12 dólares; hoje, sua ideia poderia levar luz e água potável a lugares onde as grandes redes não chegam

O projeto BEACON de Hannah Herbst começou como uma experiência escolar para ajudar comunidades sem acesso confiável à eletricidade

23 jun 2026 - 10h17
(atualizado às 11h13)
Aos 15 anos, ele construiu um gerador com um cano de PVC e 10 euros. Hoje, sua ideia poderia levar luz e água potável a lugares onde as grandes redes não chegam.
Aos 15 anos, ele construiu um gerador com um cano de PVC e 10 euros. Hoje, sua ideia poderia levar luz e água potável a lugares onde as grandes redes não chegam.
Foto: Xataka

Hoje, associamos a produção de energia marinha a enormes plataformas flutuantes capazes de suportar condições extremas, turbinas do tamanho de edifícios e projetos que custam centenas de milhões de euros, reservados para grandes corporações e organizações públicas.

Mas, há uma década, uma estudante americana de 15 anos demonstrou que também era possível olhar na direção oposta: tornar a tecnologia menor, mais simples e significativamente mais barata.

Publicidade

Seu nome é Hannah Herbst, e sua invenção se chamava "BEACON" (Bringing Electricity Access to Countries through Ocean Energy): um pequeno gerador hidrocinético construído com um tubo de PVC, uma hélice impressa em 3D e componentes que custavam apenas US$ 12 (cerca de R$ 61). Não era capaz de abastecer uma cidade, mas podia acender LEDs ou fornecer energia para pequenos sistemas de dessalinização de água.

Porém, com o passar dos anos, aquele projeto do ensino médio faz cada vez mais sentido, já que a corrida para aproveitar a energia oceânica está se voltando justamente nessa direção: pequenos dispositivos autônomos capazes de fornecer energia em locais onde a instalação de uma rede elétrica convencional é inviável.

A força de uma corrente de água pode ser muito maior do que parece

O funcionamento do BEACON baseia-se numa ideia relativamente simples: aproveitar a energia cinética da água em movimento sem a necessidade de construir barragens ou alterar o curso natural do meio ambiente. O segredo reside na própria natureza do oceano: a ...

Veja mais

Publicidade

Matérias relacionadas

China quer criar maior hidrelétrica do mundo, três vezes mais potente que a Três Gargantas

Estudo chinês finalmente propõe uma forma de resolver um dos maiores nós estratégicos do país: como bombardear os porta-aviões dos EUA a 3.000 km de distância

Não gaste energia à toa: esses são os recursos tecnológicos que você deveria ativar hoje para economizar com eletrodomésticos

Os suecos têm um nome para aquela vontade de largar tudo e comer um doce — e transformaram isso em tradição nacional

Canadá apresenta solução para fazer os painéis solares flutuantes funcionarem mesmo com neve

Curtiu? Fique por dentro das principais notícias através do nosso ZAP
Inscreva-se