Achávamos que o vício em apostas era apenas falta de controle até a psiquiatria revelar o que os aplicativos fazem com o seu cérebro

Dopamina, impulsividade e compulsão: o que os aplicativos de aposta fazem com o cérebro de milhões de brasileiros

12 mai 2026 - 17h42
Jogos de aposta
Jogos de aposta
Foto: shutterstock / Xataka

Jogos de aposta nunca foram exatamente uma novidade. Loterias, cassinos, jogo do bicho, bingo, pôquer e corridas de cavalo sempre existiram, explorando um sentimento muito humano: a expectativa de ganhar um bom dinheiro, mas sem precisar fazer muita coisa. A diferença é que, agora, as apostas podem ser realizadas a qualquer hora do dia, em qualquer lugar do mundo. 

Com a explosão das bets e dos cassinos digitais nos últimos anos, apostar deixou de exigir deslocamento, dinheiro em espécie ou até um horário específico. Hoje, basta abrir o celular para receber estímulos constantes de ganho rápido, bônus, notificações e jogos que funcionam em ciclos acelerados. Essa facilidade transformou a aposta em algo permanente e acessível, impulsionando uma popularização quase instantânea desse mercado e, junto dela, um aumento preocupante dos casos de dependência.

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O problema cresceu tanto que o próprio Ministério da Saúde passou a tratar o vício em apostas como questão de saúde pública. Em 2026, o órgão lançou um guia nacional para orientar o atendimento de pessoas com problemas relacionados aos jogos online dentro do SUS, reconhecendo oficialmente os impactos das apostas na saúde mental, nas relações familiares e na vida financeira dos brasileiros.

Segundo especialistas, o perfil dos casos também mudou nos últimos anos. Se antes o transtorno aparecia mais associado a apostas presenciais, hoje os aplicativos ampliaram a exposição constante ao jogo e facilitaram o acesso compulsivo às ...

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