Durante grande parte do século XX, a medicina adotava a equivocada regra de calcular a pressão sistólica normal somando 100 à idade do paciente, crendo que artérias envelhecidas exigiam maior esforço cardíaco natural. Essa negligência custou milhões de vidas e afetou figuras como o presidente Franklin D. Roosevelt, cuja hipertensão severa não foi tratada por falta de conhecimento e terapias na época, quadro que atualmente acionaria alertas imediatos com o uso de medicamentos anti-hipertensivos.
Durante grande parte do século XX, se um paciente de 70 anos fosse à consulta médica e o aparelho de medir pressão indicasse 170 mmHg de sistólica (a chamada "máxima"), o médico dava-lhe um tapinha nas costas e mandava-o para casa, dizendo que sua pressão estava perfeita. Hoje em dia, esses valores acionariam todos os alertas possíveis em uma consulta, e essa mudança de "referências" tem uma explicação histórica.
Fazia sentido
Naquela época, a regra ditava que a pressão arterial normal deveria ser calculada somando 100 à idade do paciente. Isso ocorria porque se considerava um processo natural o fato do coração precisar bombear o sangue com mais força para alcançar artérias que já estavam envelhecidas. Hoje, sabemos que essa crença custou milhões de vidas.
Um caso notório
Se existe uma pessoa importante no nosso planeta, é o presidente dos Estados Unidos; naturalmente, todos os esforços são voltados para manter sua saúde perfeita (e em sigilo). Por isso, para compreender a gravidade dessa "cegueira" médica, precisamos recorrer ao histórico do presidente Franklin D. Roosevelt.
E não é para menos: em 1932, o presidente dos Estados Unidos apresentava uma pressão arterial de 140/100, mas, entre 1935 e 1941, esses valores subiram até atingir 188/105. Hoje, sabemos que tais números podem ser fatais para o sistema cardiovascular.
A resposta
Enquanto hoje dispomos de medicamentos anti-hipertensivos, naquela época não havia resposta médica. O médico do presidente era, surpreendentemente, um ...
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